
Já estava se tornando opressiva, aquela sensação.
Não agüentava mais os olhares que ela lhe lançava.
Era linda. Um caso raro daqueles em que a mulher faz por merecer cada letra da palavra 'gostosa'.
Ela se insinuava, e ele, tinha medo do que poderia acontecer, devido a cometários que ouvira a respeito dela.
Até que um dia, não teve saída: Ela foi até ele, inclinou-se e, com aquele decote generoso que a farda da empresa proporcianava, oferecendo uma maravilhosa visão, falou baixinho, quase sussurrando: Por favor, vá até a minha sala daqui a cinco minutos.
Cinco minutos depois ele entrava. Tremendo de ansiedade e desejo.
Entrou e trancou a porta.
Ela estava de costas, com as belas pernas à mostra, apoiada (de propósito) na mesa.
Sua bunda era a mais perfeita expressão da palavra 'perfeição'.
Ele a tocou, por trás, nas costas, e logo que ela se virou, beijou-a.
Suas mãos passearam pelas suas costas até descer o suficiente pra tocar aquela carne macia e quente. Sua pele branca como a neve parecia pagar fogo.
Colocou-a sentada em cima da mesa e tocou suas coxas roliças. Os botões da blusa se abriram em segundos e aqueles seios passaram das mãos à boca dele ainda mais rápido.
Uma lingerie no chão.
Beijos, mordidas e gemidos.
E, minutos depois, dois corpos suados e saciados.
Nunca mais tocaram no assunto.
Mas, até hoje, a impressão que ele tem é de que não caçou. Apenas foi caçado.
Que homem consegue resistir a uma mulher de farda?!!
(Alessandro Paiva)