Monday, October 30, 2006

Informação Nutricional

Recebi elogios pelo último poema aqui postado e entre eles alguns pelos versos "dilata/mulata/o meu coração de lata/...
Só pra constar, retirei esses versos de uma música de Otto...
São bonitos mas são uma adaptação, não uma criação minha...
Mas um dia eu chego lá... hehehehe

(Post escrito ao som de: Cansei de Ser Sexy)

Wednesday, October 25, 2006

Outro poema para a mesma mulher (Canção para Clédna II)

menina morena
volúpia doçurardente
mulata
dilata
o meu coração de lata...
me mata
de prazer
de te ver
arrasta
meu olhar
arrasa
meu pensar
ao passar
arrasta
morena
menina
de lata
dilata
me mata...


Alessandro

(Post escrito ao som de Placebo, Culture Club, Wander Wildner e Ney Matogrosso e Pedro luís e a Parede...)

Sunday, October 15, 2006

À Menina Rosa













Num bar como outro qualquer, numa noite como outra qualquer... Tudo parecia acontecer da forma mais banal possível.
Uma banda tocava um bom rock’n’roll e as pessoas se embriagavam com álcool, música e conversas sem importância.
Mas, de repente, algo mudou.
Sem que ninguém soubesse exatamente de onde, ela surgiu.
Uma menina rosa...
Uma menina linda...
O ar ao redor dela era rosa.
Por onde ela passava todos sentiam um perfume diferente à sua volta.
Ela sorria, sem se dar conta de como sua presença enfeitiçava as pessoas.
Ela sorria.
O que fazer de uma menina rosa sorrindo?
A banda começou a tocar uma música rosa...
O bar começou a servir mais e mais drinks rosa...
A fumaça dos cigarros subia numa espiral rosa...
Tudo alterado pela presença da menina.
E ela sorria.
Rosa.
Só quem a via podia perceber aquele tom indistinto de rosa que salpicava o mundo à sua passagem.
E ela nem percebia.
Afinal, era naturalmente rosa.
Sem pretensão alguma.
Apenas uma menina (rosa), com um sorriso bonito...
Num bar como outro qualquer...
Apenas uma rosa menina, com um bonito sorriso...
Numa noite como outra qualquer...
E todos os que estiveram ali, foram para suas casas com sentimentos rosa.
Tudo por causa de uma menina rosa bonita e seu sorriso, tão rosa e tão espontâneo.

Alessandro

Thursday, October 05, 2006

Insônia...















Eram duas e meia da manhã e ele permanecia acordado.
Contemplava absorto o corpo ao seu lado, na cama.
Ela dormia tranqüilamente. Como era bela em seu sono.
Tinham feito amor dentro do carro, na garagem, no banheiro. Agora ela dormia, depois de um exaustivo dia de trabalho. E ele só a olhava.
A respiração compassada, o cabelo desarrumado, caindo nos olhos... Cada detalhe revelava um novo encanto...
A luz difusa da TV iluminava o corpo bem torneado, mal encoberto pelo lençol. Mais do que a luz, os olhos dele se espalhavam por aquele lindo corpo nu, devorando aquelas formas tão agressivamente convidativas.
Levantou sem fazer barulho, não queria acordá-la. Foi até a bolsa dela e pegou um cigarro. Na sua própria bolsa pegou um isqueiro e uma caneta...
Desceu até a garagem e ficou sentado no capô do carro... a fumaça do cigarro trazia a sua mente cenas de pouco tempo atrás, quando fizeram sexo de maneira louca bem ali, naquele mesmo capô...
Escreveu num folheto de restaurante um poema que ela nunca iria ler... fumou mais um cigarro e voltou para o quarto.
Deslizou os dedos com suavidade pelo corpo dela... Acariciou seus cabelos e beijou carinhosamente os lábios entreabertos.
Deitou e ficou escutando o respirar calmo daquela mulher tão querida...
Adormeceu e algum tempo depois foi acordado por um leve movimento na cama. Não abriu os olhos, mas sentiu quando ela veio e o cobriu delicadamente com o edredon...
Aconchegou-se àquela pele morena e perfumada, afundou a cabeça nos cabelos dela e dormiu... envolvido por todo o carinho do mundo...

Alessandro


(Post escrito ao som de: Thelonious Monk, Duke Ellington, Chet Baker, Ella Fitzgerald e The Propellerheads)