Wednesday, June 13, 2007

Mulheres de Farda


Já estava se tornando opressiva, aquela sensação.

Não agüentava mais os olhares que ela lhe lançava.


Era linda. Um caso raro daqueles em que a mulher faz por merecer cada letra da palavra 'gostosa'.


Ela se insinuava, e ele, tinha medo do que poderia acontecer, devido a cometários que ouvira a respeito dela.


Até que um dia, não teve saída: Ela foi até ele, inclinou-se e, com aquele decote generoso que a farda da empresa proporcianava, oferecendo uma maravilhosa visão, falou baixinho, quase sussurrando: Por favor, vá até a minha sala daqui a cinco minutos.


Cinco minutos depois ele entrava. Tremendo de ansiedade e desejo.


Entrou e trancou a porta.


Ela estava de costas, com as belas pernas à mostra, apoiada (de propósito) na mesa.


Sua bunda era a mais perfeita expressão da palavra 'perfeição'.


Ele a tocou, por trás, nas costas, e logo que ela se virou, beijou-a.


Suas mãos passearam pelas suas costas até descer o suficiente pra tocar aquela carne macia e quente. Sua pele branca como a neve parecia pagar fogo.


Colocou-a sentada em cima da mesa e tocou suas coxas roliças. Os botões da blusa se abriram em segundos e aqueles seios passaram das mãos à boca dele ainda mais rápido.


Uma lingerie no chão.


Beijos, mordidas e gemidos.


E, minutos depois, dois corpos suados e saciados.


Nunca mais tocaram no assunto.


Mas, até hoje, a impressão que ele tem é de que não caçou. Apenas foi caçado.


Que homem consegue resistir a uma mulher de farda?!!




(Alessandro Paiva)

Monday, June 04, 2007

Noite




Lá vem a noite

com sua correntes

feito o açoite

do carrasco.


Lá vem,

à noite

me trazendo amor

dor

e outros venenos lentos.


Ela vem

a noite

vem

sempre

sem precisar ser chamada


Lá vem a noite

querendo ser amada


e meu coração se perdeu

desde muitas noites atrás

pois jamais vou entender

por que tens que partir

tão logo chega o dia.


(Alessandro)